Avareza
O avarento dos bens materiais é credor de reprovação, mas o
avarento do amor é digno de lástima.
O primeiro se esconde num poço dourado, o segundo mergulha-se nas
sombras do coração.
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O sovina da fortuna amoedada retém pedras, metais e papéis de
valor convencional, que a vida substitui na provisão de recursos à comunidade,
mas o sovina da alma retém a fonte da felicidade e da paz, da esperança e do bom
ânimo que constitui alimento indispensável à própria vida.
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O primeiro teme gastar bagatelas e arroja-se à enfermidade e à
fome.
O segundo teme difundir os conhecimentos superiores de que se
enriquece e suscita a incompreensão, ao redor dos próprios passos.
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O sovina da riqueza física encarcera-se no egoísmo.
O sovina das bênçãos da alma gera a estagnação onde se encontra,
envolvendo-se ele mesmo em nevoeiro perturbador.
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Ainda que não possuas dinheiro com que atender ás necessidades do
próximo, não olvides o tesouro de dons espirituais que o Senhor te situou no
cerne da própria alma.
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Auxilia sempre.
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Mais se faz útil quem mais se dedica aos semelhantes
amparando-lhes a vida.
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As casas bancárias e as bolsas repletas podem guardar a fria
correção dos números sem consciência, mas o coração daquele que ama é sol a
benefício das criaturas, convertendo a dificuldade e a dor, a desventura e a
escassez em recursos prodigiosos, destinados à humana sustentação.
XAVIER, Francisco Cândido. Dinheiro. Pelo Espírito Emmanuel. IDE. Capítulo 15.