LEITURA DA
CARIDADE
A caridade não será transmitida através
da frase que a ensina, embora devamos a melhor veneração ao verbo
edificante...
Não será aprendida tão-somente nas
páginas consoladoras da antologia religiosa.
Será lida, acima de tudo, em nossa
própria existência.
No lar, o esposo conhecer-lhe-á os
princípios na renunciação da companheira, tanto quanto a esposa contemplar-lhe-á
a excelsitude na correção irrepreensível do homem que preside a casa. Os filhos
observar-lhes-ão os ensinamentos na conduta enobrecedora dos pais e, os
familiares, no sentido comum, procurar-lhe-ão o tesouro vivo naquele que fala e
se movimento em seu nome.
Nas instituições, os dirigentes
identificar-lhe-ão sublimidade na cooperação digna dos subalternos e os que
obedecem notar-lhe-ão a grandeza que guardam a autoridade e orientam o
serviço.
*
Não nos esqueçamos de que no lar e na
vida pública, todos os que nos cercam esperam de nós a mensagem da caridade,
através dos nossos mínimos atos de compreensão, afabilidade, carinho e
gentileza...
*
Nosso coração é diariamente lido pelos
outros na palavra que emitimos, na frase que escrevemos, no compromisso que
assumimos ou nos gestos que praticamos.
É preciso lembrar, na altura de nossos
atuais conhecimentos espiritistas, que não mais nos basta a doação do supérfluo
para a revelação da divina virtude, na ordem material da
vida.
Recordemos o dever de dar de nós mesmos,
com esforço, sacrifício pessoal, disciplina e suor, em nosso relacionamento com
os semelhantes, se desejamos assimilar a lição que Jesus nos
legou.
*
Façamos de nossa experiência um livro
aberto de amor puro, em que nossos irmãos de caminho possam ler a fraternidade e
a cooperação, em todas as nossas obrigações bem cumpridas e a caridade será
fulgurante estrela em nosso coração, brilhando para os que convivem conosco e
clareando-nos o caminho para a glória da vida eterna.
Emmanuel
(De “Mãos
Marcadas”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos
diversos)