sexta-feira, 2 de março de 2012

Levantando mãos


LEVANTANDO MÃOS SANTAS
"Quero pois, que os homens orem em todo lugar,
levantando mãos santas, sem ira nem contenda." -
Paulo. (I Timóteo, 2:8.)
Neste trecho da primeira epístola de Paulo a Timóteo, recebemos preciosa recomendação de serviço.
Alguns aprendizes desejarão lobrigar no texto apenas uma exortação às atitudes de louvor; no entanto, o convertido de Damasco esclarece que devemos levantar mãos santas em todo lugar, sem ira nem contenda.
Não se refere Paulo ao ato de mãos-postas que a criatura prefere sempre levar a efeito, em determinados círculos religiosos, onde, pelo artificialismo respeitável da situação, não se justificarão irritações ou disputas visíveis. O apóstolo menciona a ação honesta e edificante do homem que colabora com a Divina Providência e reporta-se ao trabalho de cada dia, que se verifica nas mais recônditas regiões do Globo.
Lendo-lhe o conselho, é razoável recordar que o homem, no esforço individualista, invariavelmente ergue as mãos, na tarefa diuturna. Se administra permanece indicando caminhos; se participa de labores intelectuais, empurra a pena; se opera no campo, guiará o instrumento agrícola. Paulo acrescenta porém, que essas mãos devem ser santificadas, depreendendo-se daí que muita gente move os braços na obra terrestre, salientando-se, todavia, a conveniência de se ajuizar da finalidade e do conteúdo da ação despendida.
Se desejas aplicar o raciocínio a ti próprio, repara, antes de tudo, se a tua realização vai prosseguindo sem cólera destrutiva e sem desmandos inúteis.
(De “Pão Nosso”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel).