Ondas mentais enxameiam por toda a
parte.
Não
é necessário te definas em tarefas especiais, nos círculos mediúnicos, para
transmitires o pensamento de entidades outras.
Particularmente, quando falas, exprimes as inclinações e
opiniões de inteligências diversas.
Sentes, pensas, ouves, lês e observas e, em qualquer desses
estados de alma, assimilas influências alheias.
Medita, assim, na função da palavra que
despedes.
Cada peça verbal pode ser comparada a certo veículo de
essências mentais determinadas.
A
preleção edificante é lâmpada acesa.
A
conversa maledicente é prato de lama.
O
reparo confortador é bálsamo de coragem.
A
indicação caluniosa é porção corrosiva.
A
nota de fraternidade é injeção de bom ânimo.
O
gracejo inoportuno é dissolvente da responsabilidade.
O
registro da compreensão é recurso calmante.
A
anedota deprimente é coagulante do vício.
A
frase amiga é copo de água pura.
O
apontamento pessimista é drágea de veneno.
Cada vez que dizes algo, refletes, a teu modo, alguém ou
alguma coisa.
idéias inúmeras de Espíritos encarnados e desencarnados
podem fazer ninho em tua boca.
A
língua, de certa forma, é um alto-falante.
Repara a onda que sintonizas.
Do
livro Seara dos médiuns. Psicografia de Francisco Cândido
Xavier/Emmanuel